Resenha – Em Busca do Tempo Perdido

Algumas das mudanças do blog começam hoje: Escrever algo sobre cada livro que eu ler.

É claro – muito claro, espero – que eu não quero desenvolver nenhum tipo de crítica literária. Quem sou eu!

O intuito é até bem egoísta: fixar os sentimentos e ter um arquivo sobre minhas impressões com a história. E, porque não, contar as histórias que existem entre eu e o livro, como é o caso desse primeiro (ou dois primeiros)…

Passando o tempo dentro de uma livraria, atrás do próximo livro para ler, sem nenhum título a cabeça, eu vejo na prateleira o título “Um amor de Swann”, de Marcel Proust. Pelo autor e pelo título, comprei na hora, sem nunca ter ouvido falar nenhuma linha se quer a respeito do livro. Aliás, isso de comprar livro pelo título ou pela capa sempre dá certo comigo. Por não me sentir preparada para ler Proust, deixei o livro de lado muitos meses, até que resolvi arriscar. Foi amor nas primeiras linhas.
Sem dúvidas um dos livros que mais me fez vibrar com a história. Primeiro eu torci loucamente para que o romance desse certo, no meio eu já me doía toda de raiva e queria que aquilo tivesse logo um fim. Foi na empolgação total do “Um amor de Swann” que comprei o “Em busca do tempo perdido”, do mesmo autor.

Comprei porque soube que “Um amor de Swann” era na verdade a continuidade dessa “série”.

Vamos dizer que minha empolgação caiu para 5% nas 50 primeiras páginas. Abandonei o livro por vários e vários meses, conversei com amigos a respeito, alguns compartilhavam da mesma opinião outros diziam para eu tentar de novo por que “o livro é lindo”.

Depois de um período de remorso, voltei ao começo do livro e posso dizer hoje, depois de longos meses de leitura e absorção, que o livro é mesmo lindo.

Quando eu consegui entender a mistura de sentimentos do passado com os sentimentos do momento, foi fácil ler (ta mentira, não foi).

Em cada lembrança visitada pelo herói eu mesma me maravilhava com a capacidade humana de recordar o passado. Coisas muito simples que marcam a gente de forma tão profunda e que trazem a tona um turbilhão de lembranças e sensações. No caso do livro, um pedacinho de “Madeleine” mergulhado no chá. Eu ficava o tempo todo me forçando a lembrar de mais e mais coisas do meu passado, da minha infância. Como quando escrevi sobre o poder dos figos na minha vida e por diversas vezes lamentei não conseguir.

“Em Busca do tempo perdido”, faz a gente querer relembrar de tudo o que já nos aconteceu, principalmente durante nossa infância.

É um dos livros que quero guardar e re-ler, com calma e a mente limpa, para relembrar tudo o que eu puder.

Quem quiser indicar um livro, a vontade. Adoro dicas, adoro livros!

Beijos!

Comments

comments

3 Comment

  1. Malu Pedarcini says:

    Compartilho com você o amor pelos livros. Escrevo às vezes no nosso blog: http://www.gazetamaringaense.blogspot.com, sobre livrois que li – a seção chama-se Biblioteca.
    Não sei se você aprecia biografias, eu adoro. Se gosta e ainda não leu, leia “Confesso que Vivi” de Pablo Neruda.
    Ah, reproduzi seu texto no nosso blog.
    Beijos!!
    Malu

    1. Ainda não li esse, mas já ouvi vários elogios =)

      Ótimo, entra pra lista dos próximos a serem lidos.
      Obrigada pelo carinho de sempre Malu.

      Vou dar uma olhada na “biblioteca” do Gazeta =)

      beijos!

  2. Eu só comecei a ler e não me arrisquei mais… Afinal, ainda estou nas primeiras páginas do livro e tive medo de saber de coisas que não devia antes da hora. Mas tenho certeza, pelo seu histórico todo, que o texto é apaixonante. E essa ideia minha de não ler mais que seu primeiro parágrafo agora vai me deixar doidinha querendo terminar logo a parte do livro que fala do amor de Swann pra poder vir correndo aqui ler até o fim!! Muitos beijos!

Comentários fechados.