Mini-desabafo (nem tão mini assim)

Dias atrás aconteceu uma coisa que me chateou, descobri que 2 textos meus foram copiados, modificados e publicados como se fossem criação da própria pessoa.

Primeira reação: Palavrão. Perplexidade.

Eu devo ter re-lido tudo umas 5 vezes até acreditar, até abrir o meu blog e conferir, numa atitude inútil de “não é possível”. Pois é possível. Minha segunda reação foi de indignação, eu tinha todos os contatos na mão para deixar bem claro pra pessoa que eu havia visto tudo, me contentei com 1 mísero tweet, no meu próprio twitter sem citar nome algum: “Sabe quando você entra em um blog e dá de cara com uma coisa que VOCÊ escreveu como se fosse da pessoa? To assustada ainda”. Fui aconselhada a deixar pra lá já que não tinha como provar nada.

Mastiguei a história por umas horas e resolvi esquecer. Mas eu não esqueço. Dias depois eu descobri mais um texto meu copiado e modificado pela mesma pessoa, publicado novamente como se fosse dela. Dessa vez além do palavrão e da perplexidade (já nem tão grande), dei uma gargalhada e senti meu corpo inteiro tremer. Meu corpo tem disso, é uma reação de nervosismo que eu entendo como um “não faça nenhuma merda”. Não fiz, mais uma vez apenas um tweet: “Eu acho que quando uma pessoa gosta do que a outra escreve, custa nada nessa vida elogiar. Bem mais bonito do que copiar e fingir que é seu”.

Eu publico poucas coisas no blog, meus textos são revisados e revisados e mesmo assim no final, eu nunca acho que estão bons. Eu sou perfeccionista sim, com o que eu escrevo. Ver o que eu escrevo ser copiado me deixou profundamente magoada. Talvez muita gente não entenda isso, não julgo, o fato é que eu realmente não gostei do que vi.

Fiz piada com meu namorado a respeito, a gente riu junto e ele sugeriu: “faz um texto sobre isso”. Não sei fazer um texto sobre isso.

No final de tudo resolvi encarar da seguinte forma: escrevo bem. Não vou ser modesta aqui. Se cheguei ao ponto de ser plagiada, eu escrevo bem sim. Dane-se quem discorda de mim. Desafio: repetir isso tantas vezes quanto for necessário para me convencer.

Eu fico feliz por receber comentários aqui no blog, no meu e-mail, no twitter e nos outros sites onde publico. Fico feliz ao ver textos meus sendo reproduzidos na íntegra ou sendo citados em blogs e orkuts, todos devidamente creditados a minha autoria. Acho isso bonito, acho que é reconhecimento e, principalmente, tenho certeza que é respeito, mas vou respeitar também quem admira o que eu escrevo, mas não sabe demonstrar isso de forma correta. Quem gosta tanto que diz “queria que fosse meu” e assim o faz ser.

Tanta coisa escrita por ai que me dói o coração e alegra a alma e eu penso “puxa, podia ter sido escrito por mim, reflete tão bem quem eu sou”, e é isso que eu faço. Já perdi a conta de quantos e-mails enviei dizendo isso pra autores, de quantos comentários meus em blog começam ou terminam assim. Não julgo quem não sabe fazer isso, ou tem vergonha de fazer isso, eu respeito. E espero um dia ter o respeito de volta.

Não vou citar nomes, não vou linkar blog. E principalmente, não voltarei no blog da pessoa.

Termino esse texto por aqui, por que se tem uma coisa que eu considero cafona na internet é tal do “Blog diário”.

Beijos pra quem me lê. Prometo uma crônica de final feliz (ou não.. – piada para @brunoscopel) em breve.

 😉
Larissa Dardengo

Comments

comments

7 Comment

  1. Bruno Scopel says:

    Final feliz, final feliz! Please!
    😀

    Sobre o texto…

    Primeiramente, é engraçado como as pessoas acham que na internet, tudo dá pra ser feito escondido. Copiar algo e achar que nunca vai ser descoberto.
    A famosa frase “Na internet nada se cria, tudo se copia” é bem verdade, mas, é tão feio quando se descobre que foi copiado.

    Espero que a pessoa que mereceu o texto ponha a mão na consciencia e tome uma atitude na vida. Que busque a inspiração nos seus textos perfeitos e gostosos ao invés de simplesmente usar o Ctrl C + Crtl V.

    Que a pessoa busque os elogios merecidos através do próprio mérito, assim como você buscou os seus. Merecidos, beeeeeeem merecidos.

    Te amo demais, vem logo pra cá.
    E feliz, final feliz! =*

  2. Ivie Scopel says:

    Nham, ja aconteceu comigo! Mas eu liguei o foda-se e deixei pra la… Sou melhor do que os que me plagiaram!
    Realxa e simbóra comer macarraoOooO!!!

  3. Larissa Dardengo says:

    Pensei diversas vezes em fazer isso Vinicius, mas não achei que valia a pena, certas coisas devem ser ignoradas.

    Hoje eu li uma frase de Jules Renard que dizia “Um pouco de desprezo economiza bastante ódio”.

    Vamos vivendo em paz… =)

  4. Lari 🙂

    Seu Blog é muito fofo!!!

    Foram muitas risadas minhas quando li sobre as “mulheres do bar”… eu já passei por algo semelhante e acho incrível que tenha anotado algo pensando no relato!

    Que “falta de absurdo” a pessoa ter copiado um texto tão subjetivo.

    Escrevo artigos sobre minha profissão e nunca pensei que pudessem copiar e assinarem depois como eles mesmos, mas deve já ser normal.

    Quem é autor, faz textos em qualquer hora, com as palavras perfeitas, isso que importa, serás sempre original. Beijo!

  5. Léris,

    Queria ter escrito todos os seus textos (e os da Fereza também), mas tenho pés fincados no chão e não asas como vocês duas, que voam com os pensamentos (e como voam, meu Deus!!) e traduzem as viagens em belíssimos textos.
    Adoro tudo que você e Fereza escrevem. Divulgo tudo que vocês escrevem e adoro escrever no rodapé que o texto é de uma “amiga baranga” muito querida.

    Voe sempre, mas volte. Estou esperando seu próximo texto com ou sem final feliz.

    Beijos com saudades.

  6. Seu blog é inspirador. Escreve muito bem.

    Acho que realmente deve deixar para lá.

    Continue com esse lindo talento.

    Parabéns!
    Fique com Deus.

  7. Que pobreza de espírito a desse povo, meo Deos!

Comentários fechados.