Resenha – A Mais Pura Verdade (Dan Gemeinhart)

A Mais Pura Verdade

Sinopse:

Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.

Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.

Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.

Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça.

A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

 

O que eu achei:

Vi que vários booktubers receberam esse livro e pensei: porque não? Bom eu poderia dizer agora… Não é que eu não gostei do livro, eu até que achei legalzinho. Só que achei um caminho meio errado e tal.

Se você leu minha resenha sobre “A Culpa é das Estrelas“, provavelmente vai me achar uma insensível por, mais uma vez, não me emocionar com um livro que conta a história de um garotinho doente.

O livro narra a história de Mark, um garotinho que foge de casa para escalar uma montanha, junto com ele está Beal, seu cachorrinho de estimação.

Na verdade, eu até me emocionei com o Mark e Beal. A história do Mark é muito bonita e admirável a força do seu sonho e a profundidade de tudo o que ele sente, como diz na capa, em determinado momento você vai querer abraçá-lo. E não me coloquem um cachorrinho super amigo na história capaz de tudo para defender o dono, não tenho estrutura.

Entendo as motivações do Mark e torci pra ele chegar lá, mas talvez como adulta, não entendo a Jess. Jess é a melhor amiga do Mark e a única que sabe para onde ele foi, por sua amizade ela resolve guardar o segredo do amigo.

NAONDE que sabendo que meu melhor amigo corre risco de morte vou ficar bem quietinha guardando segredos? Eu sei, eu sei, o livro fala da amizade de crianças, de confiança e compreensão dos desejos do outro, mas o tempo todo me coloquei no papel de “pais” do Mark e talvez esse tenha sido meu grande erro. Então, fica aqui um conselho: leia de coração aberto. Não banque o adulto que aponta e diz “isso tá errado”. Apenas relaxe e leia.

Porém também achei a amizade do Beal e do Mark muito mais profunda que a dele com a Jess, é claro que isso se deve ao fato de que ela foi muito mais explorada e só pro fim do livro entendemos a profundidade da amizade entre Mark e Jess. Nisso acho que o autor pecou um pouco. Ele podia ter dado melhores demonstrações da amizade das crianças no decorrer do livro, ao invés de ficar só tentando reforçar a ideia de que Jess é uma ótima amiga que guarda segredos. Se eu soubesse de mais coisas antes, com certeza teria sido mais simpática com ele.

E por falar em fim do livro, esse é o motivo que me fez desgostar um cadinho da história. Não o final em si, mas uma parte próxima a ele. A apelação do autor pra te fazer chorar. Tipo, aquele último recurso de: se esse menino doente em uma aventura incrível não te fez chorar, agora vai. Forçou uma situação diversas vezes, estendeu o drama e amarrou até o fim pra dizer se sim ou se não. Lamentável, mas ótimo pra um filme de sessão da tarde, se é o tipo de coisa que você gosta.

Como vocês podem ver, eu tenho argumentos para transformar todos os meus “contras” a favor do livro, mas tudo isso se trata da experiência que você terá com a história. A minha, não foi 100% positiva, não foi um livro que eu adorei, foi um livro ok. Eu não indicaria pra um amigo(a) que tem milhares de coisas para ler, mas emprestaria para alguém que lê de vez em quando e quer passar o tempo.

Espero que vocês não se ofendam tanto como em “A Culpa é das Estrelas”. Partindo do princípio de que um mesmo livro pode despertar diferentes sensações em diferentes pessoas, o que eu quero dizer aqui é que respeitar a opinião alheia, principalmente se ela é diferente da sua, é o ponto chave pra gente ler cada vez mais e trocar ainda mais ideias construtivas. Sem essa de que só os livros que você gosta são maravilhosos e todo o resto é porcaria. Sem essa de que se alguém não gostou do livro que você ama é porque essa pessoa é uma idiota. Sejamos mais adultos, pelo menos na hora de compartilhar opiniões.


Nota: 3/5
Skoob
Saraiva
Amazon
Curta a página do Literatura Pessoal no Facebook!

Comments

comments