Resenha – A Seleção (Kiera Cass)

Sinopse:

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.

Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.

Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma…

O que eu achei:

Existe alguém por aí quem ainda não leu A Seleção? É uma pergunta retórica porque sei que muita gente não leu, nem pretende ler, por esse livro ser simplesmente o que é: bastante previsível. Mas calma! Se você é fã dessa série e já está aí puxando os cabelos e babando de ódio pelo meu comentário, relaxa, eu gostei muito do livro! E essa resenha, apesar disso, é para indiciar sim a leitura dessa sequência.

Na verdade foi toda essa legião de fãs que me levaram a iniciar essa história, quando algo conquista TANTA gente, pra mim fica difícil me manter aquém do que está acontecendo. E apesar de, desde o início, ser muito claro o futuro da América (protagonista da história), a narrativa tem seus encantos para prender o leitor.

Kiera Cass criou uma distopia, com personagem feminina central, que foge um pouco do que nos acostumamos a ler, enquanto Katniss e Tris lutavam para sobreviver em uma nova ordem que tinham como pano de fundo a violência e exclusão social, América participa de um “concurso” que irá selecionar a futura esposa do Príncipe Maxon, mas apesar do “universo” diferente, a fórmula é a mesma: a protagonista é a pessoa mais improvável para o “cargo”, mas que de alguma forma, consegue se destacar.

Na distopia de Kiera, os EUA agora se tornou Íllea, um país organizado em castas, onde o número da sua casta define sua profissão e, consequentemente, sua posição social. De 1 a 8, quanto maior o número, mais pobre é a casta. E claro que essa organização não é justa, já pensou você ficar limitado a um número restrito de profissões que pode seguir? Grandes talentos podem ser desperdiçados porque um 5 (casta dos artistas, e no caso da América) não pode se tornar um médico ou engenheiro, ele precisa desenvolver apitdão para algum instrumento ou arte de entretenimento. O livro levanta bons questionamentos sobre isso.

A América é uma personagem que cativa a gente facilmente, colocada em uma situação em que não queria estar, ela faz o melhor que pode, pois sabe o quanto aquilo é importante para sua família, até que, com o tempo, a ideia de se apaixonar pelo príncipe não parece mais tão impossível assim.

E no meio de tudo isso, um triângulo amoroso. Apaixonada por Aspen, um jovem da casta 6, a protagonista passa 98% da trilogia (sim, são 3 livros) dividida entre Aspen e Maxon, o que em certos pontos cansa um bocado a gente.

Esse primeiro livro é muito mais para inserir o leitor no universo da Seleção, nele podemos conhecer melhor as emoções que movem nossa protagonista e entender como as coisas funcionam em Íllea.

É o início de uma grande história de amor, se é romance que você procura, bem vindo, A Seleção tem o pacote inteiro! E se você tiver um tempinho sobrando, vai sentar pra ler e só vai levantar quando terminar. A história é muito fluída e passa bem rápido. Aproveite! 😉

Nota: 4/5

Onde encontrar:
Skoob

Saraiva
Cultura

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