Resenha – Anna Karenina

anna-karenina Livros
Comecei a ler o livro porque fiquei ansiosissíma para assistir o filme estrelado por Keira Knightley (como Anna Karenina) e com a participação de Matthew Macfadyen (como Stiva) – pra mim eternos Elizabeth Bennet e Mrd Darcy, do filme Orgulho e Preconceito (Jane Austen), produzido em 2005, que aliás é do mesmo diretor de Anna Karenina, Joe Wright.

Enfim, voltando ao livro, confesso que fiquei um pouco “entediada”, porque achei que tinha muito mais capítulos falando de Levin do que da Anna, ficava aquela sensação de “não foi pra isso que eu comprei o livro”. Sem falar nas diversas conversas sobre agricultura e política russas da época, que me faziam querer pular páginas.

Sobre as histórias de amor:

O triângulo Alexei Karenin – Anna Karenina – Vronsky (que é a história central), Ana e Vronski se apaixonam, mas precisam conviver com o orgulho de Alexei que não aceita o divórcio. Ana é consumida pelo amor que sente por Vronsky e isso faz com que ela viva angustiada e sem paz de espírito.

Dolly e Stiva: A história começa com Anna tendo que socorrer o casamento do irmão que foi descoberto cometendo adultério. Anna consegue estabelecer um acordo de paz entre Stiva e Dolly, para manter as aparências perante a sociedade (coisa que, aliás, Anna abomina em Alexei quando ele tenta fazer o mesmo no casamento deles). Em resumo Dolly e Stiva ficam juntos, mas sem amor, por convenção e porque dessa forma é mais “fácil”.

Levin e Kitty: No começo do livro Vronsky estava aqui, formando este triângulo. Levin (que pra mim acabou sendo o personagem principal) é apaixonado por Kitty e vai a cidade para pedi-la em casamento, mas encontra Kitty apaixonada por Vronsky e acaba sendo rejeitado, mas – coitada da Kitty – ela também acaba rejeitada por Vrosnky que vai embora atrás de Anna. Então são capítulos e mais capítulos de Levin na fazenda refletindo sobre amor, agricultura e política, tentando de todas as formas superar Kitty, mas sem ter sucesso.

O livro de Tolstói começa com uma das frases mais conhecidas da literatura e acredito que ela resuma bem o que o livro conta: “Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira”.

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Ps. Eu tenho volume 1 do livro, e no filme reparei que ele não termina exatamente onde o livro acabou, dando sequência na história e desenvolvendo melhor o final de cada personagem (o que achei ótimo), mas foi um pedacinho tão curto no final do filme que me ficou uma dúvida: Anna Karenina Vol. 2 é uma continuação do livro ou é apenas uma outra edição com capítulos adicionais? Alguém sabe me dizer? Realmente não encontrei resposta pra isso nas minhas pesquisas.

 

Onde Comprar:

Saraiva – Livro e Ebook
Livraria Cultura
Amazon.com.br

 

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Comments

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15 Comment

    1. Renan Ramone says:

      acho que tem todos

    2. Obrigada Renan!

  1. O filme é horrível, o livro é ótimo. Este é um consenso, inclusive entre professores de literatura russa da FFLCH – USP. Na Academia, é fortemente recomendado que NÃO se assista o filme, especialmente este mais recente. Não sei qual edição é esta que você escolheu para ler, mas provavelmente o texto não estava disponível na íntegra. Sentir vontade de “pular páginas” em Tolstoi é a prova de que você não estava inteirada sobre o real sentido do livro e os objetivos do autor.

    1. Ei Bach, realmente não tenho muito fundamento em literatura russa. Li de curiosa, por ser um clássico e por estar realmente ansiosa pelo filme. A minha edição é bem antiga mesmo, comprei em um sebo, mas é tão linda que eu não tenho coragem de me desfazer. Vou guardar com carinho para ler com mais calma em outro momento e com maior “conhecimento” sobre Tolstoi.

  2. Ah! Eu já manjava da manjadíssima história de Anna Karenina, ainda que resumida, distorcida e mutilada.
    porém estou no começo do livro mas já gostei muito, estou muito ansiosa para chega ao fim antes de ver o filme.

    1. Ei Eveny, como boa leitora, achei o filme um pouco “fraco”, apesar de ter gostado muito dos efeitos e transições de cenas, achei tudo meio lúdico. Sou suspeita pois amo Keira Knightley. Espero que você curta os dois. Tanto livro, quanto filme. Pra mim são motivos diferentes pra gostar de um e de outro.

  3. Galdino says:

    “Ps. Eu tenho volume 1 do livro, e no filme reparei que ele não termina exatamente onde o livro acabou”

    Com todo respeito, mas esse ”post scriptum” nos mostra bem a intenção de leitora: fazer a resenha e ganhar alguns comentários; sequer percebeu que a história não tinha terminado…

    Uma dica: se um dado livro te entedia, abandone a leitura e volte mais tarde. Talvez esse tempo sirva para te dar algum interesse sobre a obra. De fato, Tolstoi não é pra qualquer um, e se você não ler saboreando cada capítulo, cada ideia, cada palavra… a leitura ainda não é pra você. Outra dica é pesquisar sobre a obra antes; minha prima, certa vez, indagou-me sobre um certo medo em não entender a história… Acho que os casos assim são múltiplos.

    Por fim: não tente fazer resenha de um livro que tá na cara que você não gostou. Se o intuito seria despertar a atenção das pessoas para lerem o livro, o tiro saiu pela culatra.

    Espero ter sido compreendido.
    Abraço. Leia o livro novamente… com o segundo volume.

    1. Ei Galdino,
      Eu sabia que a história não havia terminado, mesmo assim fui ver o filme e fiquei frustrada pelo meu livro não ter a história toda. Eu realmente pesquisei pra saber a diferença entre a edição 1 e 2, mas não encontrei nada esclarecedor, por isso questionei aqui.

      Não escrevo resenhas pra ganhar comentários, se fosse assim, olhando o resto do blog eu já teria desistido. Escrevo pra ter um registro, se alguém quiser compartilhar alguma coisa, ok.

      Sem dúvidas voltarei a ler o livro, como eu disse o desenvolvimento da história me cansou pois imaginava outra coisa. Concordo com você. Aconteceu o mesmo comigo quando comecei a ler pela primeira vez “Em busca do tempo perdido”, mas dado o devido tempo e atenção a obra, foi um dos melhores livros que li.

      Quanto a não fazer uma resenha de um livro que não gostei, desculpe, mas não vou levar em consideração. Minhas resenhas, Minhas opiniões, fique a vontade pra discordar delas.

      Obrigada pelo comentário. Quando chegar a ler novamente o livro (com a edição 2), atualizo o post.

  4. Larissa, leia o que quiser e não leia (pule páginas) do que quiser. Ninguém tem o direito de lhe dizer para o que você está ou não preparada para ler. Assim como também é melhor pular e não ler certos comentários!

  5. Karina Theresa says:

    Não falo so a respeito de Anna Karenina, mas a grande maioria o livro sempre é melhor do que oos filmes.
    Não que os filmes seja de fato ruins, mas os livros envolvem mais e detalham mais…Enfim na grande maioria sempre prefiro os livros.

    1. Eu Também acho Karina!
      Mas ainda quero re-ler Anna Karenina, eu sei que aproveitei muito mal a história do livro.

      Obrigada pelo comentário 🙂
      bj

  6. Amei o filme, encomendei o livro e estou esperando chegar!
    Estou ansiosa.
    Gostei de visitar seu site, é sempre bom poder comentar bons filmes e livros maravilhosos.

  7. Olha, não é um livro sobre romance muito menos sobre a Ana Karenina. O livro tem como objetivo mostrar um paralelo entre a sociedade urbana e suas idéias a cerca da vida versus a sociedade provinciana e suas idéias sobre a vida tbm. As idéias políticas e agrícolas do livro que tanto te entediaram seriam na verdade o ponto principal do livro, em que Tolstoi tenta debater qual estilo de vida é o mais certo (claramente Tolstoi acha que o provinciano é o correto). A Ana, que dá o nome ao livro, seria a personagem principal juntamente com o Lievin, que são os peões principais da história, pois são os únicos que vivem a vida de forma honesta aos seus sentimentos, sendo que Lievin triunfa como o agricultor do interior, cujo ambiente o permite tocar a sua vida justamente; e Ana, que vivia tentando seguir os dogmas da alta sociedade de são Petersburgo, fracassa com sua morte.
    A ideia é que esse conceito reinante na Rússia do séc xix de aristocracia, princesas e falso moralismo com a igreja matava a sinceridade, os sentimentos das pessoas e era falho. Portanto, Ana Karenina não se trata de uma obra de romances, mas sim de uma obra política que utiliza de um romance para provar sua ideia.

    1. Ei Emile, obrigada pelo seu comentário!
      Hoje sei que fiz uma “má” leitura de Ana Karenina, fui sem nenhum tipo de embasamento teórico e muito influenciada pelo trailer do filme que seria lançado na época, o que prejudicou muito minha experiência com essa obra. É um livro que sem dúvidas irei reler quando tiver uma nova oportunidade (não tenho mais minha edição) e sei que minha compreensão muito mais clara.

Comentários fechados.