Resenha – Caixa de Pássaros (Josh Malerman)

caixa de passaros capas

Sinopse:

Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de Pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

O que eu achei:

Comecei esse livro realmente empolgada! Eu entrei de cabeça nas histórias de terror e, contrariando tudo o que vivi nos últimos 28 anos, eu queria sentir medo! Mas medo tipo em It  – A Coisa.

Caixa de Pássaros prometia ser um livro de terror incrível, mas não é, apenas por não se tratar de um livro de terror e sim de um suspense com uma grande carga psicológica.

Acompanhamos a história da Malorie uma jovem que precisa se adaptar a duas situações novas #1 ela está grávida, #2 o mundo se tornou um lugar estranho e perigoso. A história é contada em dois tempos: no início do surto e depois, que é tratado como o presente.

O que acontece é que, em diferentes países começam a acontecer casos estranhos de suicídio, as vezes acompanhados de assassinatos. As vítimas, sempre são pessoas pacíficas e que conviviam de forma amigável. Todas essas mortes acabam gerando comoção e, claro, um pouco de histeria. Uma onda de medo se espalha pelo mundo e em pouco tempo as pessoas começam a se trancar dentro das suas casas e cobrirem as janelas, olhar para fora não é mais uma opção.

Ninguém consegue explicar o que está acontecendo e quem consegue presenciar os acontecimentos acaba ficando louco e cometendo suicido, ou seja, é preciso acreditar sem ter visto, é preciso resistir ao impulso de olhar, a curiosidade não pode ser saciada.

Caixa de Pássaros

E não pode mesmo! Se os personagens vivem aprisionados no medo, o leitor vive aprisionado na dúvida. Eu entendo que esse é um recurso fortíssimo para prender o leitor, assim como Malorie nós queremos saber o que está solto por aí, mas não podemos olhar.

A total falta de explicação para os fatos e respostas me frustrou. Não é por ser um livro de suspense que não precisa dar no mínimo uma explicação para o que tá acontecendo, pelo menos é o que eu espero.

Porém, como já disse, sei que o objetivo do autor foi tornar o leitor cego para o que está acontecendo. Somos privados de enxergar claramente, restando apenas a curiosidade desesperada de ver algo, sabendo que não vamos sofrer as consequências. Acabamos sendo parte da história, pois somos a companhia de Malorie em sua jornada.

Ler o Caixa de Pássaros exige mais do que apenas visão, é preciso reconhecer o sons narrados, imaginar os cheiros, entender os ruídos e pressentir o que está por vir, pois ouvir é tudo o que restou.

Não senti medo, mas senti desespero, necessidade de entender o que estava acontecendo e angústia, que basicamente são sentimentos que precedem o medo. Então, apesar de não ser exatamente o que eu esperava, é um livro que vale a pena. Se você gosta de quebrar a cabeça e sentir aquela adrenalina que percorre o corpo antecedendo situações de perigo, aproveite!

 

Nota: 3/5
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1 Comment

  1. […] como em Caixa de Pássaros, o livro realmente tem uma boa carga de paranoia, mas é só isso, o suspense cansa e o terror […]

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