Resenha – Insurgente (Veronica Roth)

Resenha – Insurgente (Veronica Roth)

Insurgente é o segundo volume da trilogia distópica “Divergente” de Veronica Roth. O livro dá sequência a história de Tris Prior.

Para aqueles que ainda não conhecem a trilogia, eu fiz uma resenha do primeiro livro da série que você pode ler aquiProvavelmente se você não leu/viu Divergente, essa resenha irá conter SPOILER a partir daqui. Fica por sua conta e risco.

=)

Em Insurgente, após ser declarada a guerra, acompanhamos Tris, Quatro e os outros sobreviventes da Audácia que estão a caminho da sede da Amizade, uma facção “paz e amor” que acolhe quem está precisando de ajuda.

Nesse livro conhecemos um pouco mais das outras facções e também mais sobre os sem-facções e a família de Quatro.

Tris é assombrada por todas as perdas que sofreu no primeiro livro e com o fato de ter matado uma pessoa, isso a torna extremamente frágil em momentos cruciais, que colocam não só ela, como outras pessoas em perigo. Ela adota uma postura de “essa vida não vale a pena” e constantemente age de forma fria, não se importando muito se isso irá ou não matá-la. Ou seja, mais uma vez, durante a maior parte do livro, a personagem não me conquistou. É claro que precisamos relativar tudo pelo que ela passou e considerar que muito provavelmente eu (e você) também estaria em frangalhos (rs), ou seja, eu simpatizo com a personagem, mas não consigo absorver (AINDA) a imagem heróica que a autora tenta imprimir na Tris.

Vamos pensar, ela é só uma menina de 16 anos no meio de uma guerra com um tipo de “personalidade” que é caçada pelo governo, muito mais pra vítima que pra heroína. Em Insurgente, traumatizada por tudo o que viveu, Tris é corajosa e imprudente, como eu disse acima, ela quer ir até as últimas consequências para vencer a guerra e não se importa se tiver que morrer por isso, o que, pra mim, acabou fazendo com que ela se tornasse uma jovem infantil e suicida.

Ela ainda não é a heroína, pois (me corrijam se eu estiver errada) ainda não entendeu muito bem pelo que deve lutar, ou por quem, mas tenho fé que a personagem esteja se desenvolvendo pra isso.

Se em certos momentos considerei a narrativa lenta e cansativa, em outras eu era envolvida pela ação e ganhava um novo fôlego pra história.

O livro é realmente uma sequência e não passa muito tempo relembrando o que já foi contado, isso é ótimo! Afinal de contas, quer saber como chegamos aqui? Leia o primeiro livro, querido (brinks).

Se começa meio frio, Insurgente vai esquentando aos poucos e no final consegue fechar com chave de ouro. Do jeitinho que um livro deve terminar pra fazer você ficar desesperado pelo próximo. Quem sabe “Convergente”(terceiro e último livro da saga) seja quente do início ao fim. Acredito que será nele que a Tris se revelará, de fato, uma grande heroína. É o que eu espero!

 

O filme estreia no Brasil dia 15 de Março! =)

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3 Comment

  1. Lana Silveira says:

    Vc ainda não leu convergente?? Leia! Esse livro vai salvar a história. Concordo com vc em muitas partes a diferença é q Tris me conquistou. E pela primeira vez achei que o filme teve uma ótima adaptação, o livro estava meio cansativo e alguns partes não fizeram sentido, principalmente em insurgente. Por enquanto não consegui ler o quarto livro. Ainda estou de luto :'(

  2. […] falar a verdade, não sei nem porquê resolvi escrever essa resenha, como já foi visto aqui e aqui, eu não sou uma grande fã da trilogia Divergente. Eu acho que Veronica Roth até tenta, mas falha […]

  3. […] como Divergente, que não funcionou desde o primeiro livro (para ler as resenhas de Divergente, Insurgente e Convergente é só clicar nos respectivos) e Maze Runner que, apesar das inúmeras críticas na […]

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