Resenha – MAUS

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“MAUS” foi um livro que eu comprei porque vi que uma amiga que admiro tinha (sou dessas). E ele ficou na minha estante muito tempo antes de ser lido.

Até que um dia, inspirada pela minha meta de não terminar 2013 com menos livros lidos que em 2012, eu resolvi começar pra valer a leitura. Normalmente é assim: eu acendo a luz de cabeceira, deito, começo a ler e quando vejo já estou dormindo. A diferença é que com MAUS dormir não parecia ser uma opção. Até deixei o livro quando vi que já estava quase na metade e que já era meia noite, mas não tinha sono. Eu precisava continuar lendo!

“MAUS” é uma história tão comovente, apesar de em nenhum momento tentar ser (e ainda assim tive vontade de chorar em tantas partes). Talvez ninguém aguente mais histórias sobre o Holocausto, mas a de Vladek Spiegelman merece ser lida! A tradução que brinca com o sotaque polonês do personagem ainda se adaptando a uma nova língua é tão carismática que é impossível não gostar do cara, apesar de sua rabugice.

Aliás, acredito que isso seja um dos traços que tornam o livro tão espetacular. Art Spiegelman conta a história do seu pai de uma forma tão limpa e sincera. Em momento algum ele tenta colocar o pai como um santo ou um herói por ter sobrevivido aos campos de concentração, mas acima de tudo, mostra um ser humano comum. Que hora é mesquinho, oportunista e até racista, mas também um senhor muito amoroso, carente, atormentado e precavido.

O livro é todo em tirinhas, retratando os judeus como ratos e os nazistas como gatos (há também os poloneses como porcos e os americanos como cachorros). E conta a história de Vladek desde pouco antes de conhecer sua esposa, de tudo o que passaram antes da guerra e de como, durante o todo o tempo, ele sempre tentou mantê-la viva. Uma história de amor e sobrevivência realmente incrível, que foge dos clichês.

O livro alterna entre o presente e o passado, de acordo com o que a história é contada.

Não há muito que dizer, já que eu não tenho nenhuma experiência anterior com HQs (O máximo que já fiz foi ler revistinhas em quadrinhos do Donald, Mickey, Mônica e derivados quando criança), mas sem dúvidas “MAUS” me deu a oportunidade de abrir um novo caminho de leitura na minha vida. E eu pretendo aproveita-lo.

No fim, junto com algumas lágrimas, fica aquela sensação de que por mais filmes, documentários ou livros escritos sobre o Holocausto, nós, assim como Art Spielgeman, nunca vamos conseguir saber exatamente, ou entender, ou sentir o que é ter passado por Auschwitz. E como viver após ter sobrevivido.

 

Onde Comprar:

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  1. Uma amiga que eu admiro muito me fez tirar Maus da estante e sentar a bunda na cadeira para ler. E, olha que, na loucura do dia a dia, esse meu prazer estava ficando tão empoeirado quanto a minha coleção de livros. Quando passei o olho nas páginas, achei que por ser uma história em quadrinhos, cheia de bichinhos, não ia causar tanto impacto quanto as outras narrativas sobre o Holocausto. Ledo engano! De tudo que li e vi a respeito desse assunto, esse foi o que mais me sensibilizou. Obrigada, Larissa, por reacender em mim a paixão pela leitura. É sempre muito bom ter alguém assim por perto para compartilhar nossas descobertas literárias. Forte abraço!

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