Resenha – O Beijo Traiçoeiro (Erin Beaty)

Sinopse:

Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas.

Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

O que eu achei:

Quando comecei essa história achei que poderia ter começado um novo “A Seleção“, o que me deixou um pouco triste, afinal um “concurso” para promover casamentos não é uma ideia tão original assim, mas Erin Beaty consegue ser um ponto fora dessa curva e, se em A Seleção a história torna-se completamente previsível já no primeiro livro, O Beijo Traiçoeiro me conquistou por ser totalmente surpreendente.

Sage ficou orfã muito nova e foi morar com um tio que cuidou dela durante toda sua vida, ao chegar em certa idade o tio achou por bem casa-la, para isso conseguiu uma entrevista com uma famosa casamenteira da região, a fim de que Sage participasse do próximo Concordium, um grande evento que reune as principais famílias do reino para que os filhos casem entre si. Achei a ideia do evento parecida com os bailes de debute que já conhecemos de outros livros e romances de época, a diferença é que, por exemplo, nos livros da Julia Quinn que estou lendo por agora também, não existe um evento especial para uma jovem debutar, ela simplesmente passa a frequentar os bailes da sociedade, mostrando-se disponível para o casamento. Já o Concordium acontece a cada 5 anos, e todas as jovens aptas ao casamento viajam para a capital do reino para lá encontrarem os possíveis pretendentes, é quase também como um casamento arranjado, já que no fim, o objetivo é fortalecer os laços entre as famílias que estão no poder.

Mas apesar do pano de fundo da história ser o evento para promover casamentos, a trama do livro é muito mais sobre política e estratégias militares, já que o reino vem sofrendo com invasões e revoltas e está prestes a ter o seu governo derrubado. Assim somos apresentados a um grupo de jovens militares que precisam proteger o reino e são destinados a fazer a segurança das jovens que estão indo para o Concordium, já que os laços familiares formados através desses futuros matrimônios são fundamentais para manutenção do reino.

Em determinado momento o livro ficou muito complexo, como são muitos personagens, mas pouquíssimos são realmente explorados, eu comecei a achar que tinha perdido alguma informação, ou cochilado em alguma parte da história, porque certos diálogos simplesmente não encaixavam, mas é exatamente assim que a autora puxa o nosso pé. Cheio de estratégias militares e espiões, o livro consegue segurar seu grande mistério até praticamente o fim, e quando você entende, é maravilhoso!

O que antes parecia furo de roteiro e uma confusão danada na história, fica muito claro, e é preciso tirar o chapéu para autora que soube dosar direitinho a história, contando somente o que precisávamos saber a cada ponto.

Apesar de se aprofundar poucos nos personagens, gostei muito do que foi mostrado de cada um deles e como o livro terá uma continuação talvez a autora tenha dedicado mais este primeiro volume a Sage e no próximo (ou próximos) conheceremos melhores outros personagens tão bacanas que prometem encantar igual.

Nota: 4,5/5

 Onde encontrar:
Skoob

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