Resenha – Razão e Sensibilidade (Jane Austen)

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Resumo:

Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem – Elinor e Marianne Dashwood – quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen – enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.

O que eu achei:

Depois que eu li “Orgulho e Preconceito” e ele se tornou um dos meus livros favoritos entrei numa meta pessoal de ler todos os livros da Jane Austen.

Uma amiga, que também é apaixonada na autora, me disse que eu deveria ler Razão e Sensibilidade, pois ele era ainda melhor. Não achei. Achei sim um bom livro e com uma história muito bonita, mas Orgulho e Preconceito ainda ocupa um espaço especial no topo do meu coração (ain que cafona).

No livro acompanhamos a história das irmãs Elianor e Marianne (tem também a Margaret, mas vamos focar nas duas principais). Enquanto Elianor é uma pessoa que não expõe seus sentimentos e é guiada mais pelos fatos e pela Razão, Marianne é movida pelas emoções, sendo muito impulsiva e demonstrando muita Sensibilidade. =)

Elianor se apaixona pelo jovem Edward Ferrars e ao descobrir que ele está comprometido tenta superar seus sentimentos e seguir a sua vida, apesar de sofrer profundamente com a situação ela tenta não incomodar as pessoas com o seus problemas e através da razão, busca compreender sua infelicidade e superar sua dor.

Marianne se apaixona por John Willoughby, um jovem tão impulsivo quanto ela e não dá a mínima para as investidas do honrado Coronel Brandon, um homem mais velho que se apaixona por ela logo assim que a conhece. Já ali no comecinho minha antena de “essa menina tem dedo podre” disparou. Vou dizer a verdade aqui e revelar que 70% do tempo Marianne me irritou profundamente, seja pelo exagero em si na hora de demonstrar sentimentos, seja na inocência de ignorar os fatos e a realidade. No final fiquei com pena, tadinha, e até torci pra que tudo desse certo pra ela.

E se tem uma coisa que Jane Austen sabe fazer é criar relacionamentos complicados e cheios de reviravoltas. Em alguns momentos é possível ver boas semelhanças entre “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”.

Depois eu parti para ver o filme e, a princípio, tinha como único e exclusivo motivo o fato de Alan Rickman (isso mesmo Severo Snape) interpretar o querido Coronel Brandon. hahahaha Sou dessas.

Coronel Brandon

Voltando ao livro, apesar de ter ficado um pouco impaciente com a personagem de Marianne acredito que isso é o que os livros da Jane (e de tantos autores) tem de mais especial, a capacidade de te fazer sentir, de emocionar, irritar, dar risadas, suspirar, chorar. E apesar de não achá-lo tão bom quanto “Orgulho e Preconceito” (e preciso considerar que dificilmente um livro conseguirá esse feito pra mim) devo dizer que é um livro bonito e real e que vocês deveriam mesmo lê-lo, nem que seja pra agir menos como Marianne e mais como Elianor 😉 (mentira, se comportem como quiserem =*)

 

Nota: 3/5

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