Resenha – Zambra, o Bonsai e as árvores

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Sabe, eu amo a internet. Às vezes é bom se desconectar e tudo, mas eu amo a internet. E foi em umas “andanças” por ela que eu descobri o autor do qual eu quero falar hoje: Alejandro Zambra.

Mais especificamente de duas de suas obras: “Bonsai” e “A Vida Privada das Árvores”. Zambra foi uma agradável surpresa na minha rotina de leitora. Ele é aquele ponto que faz o nosso cérebro estalar e a gente pensa: opa isso não é o que eu costumo ler!

A escrita é repleta de pequenas surpresas, ou não. Como é o caso de Bonsai, que tem como primeira frase o desfecho do livro: “No final ela morre e ele fica sozinho”. Bonsai conta a história de um amor que nasce, vive e morre. Não morre porque Emília parte. O amor morre porque acaba. Bonsai é perfeito nos pequenos detalhes. O livro é carregado de sentimento e prova que é possível escrever um grande romance com poucas palavras. A partir do momento que comecei a ler eu só consegui parar quando o livro terminou. Não que isso seja uma coisa muito admirável já que o livro é bem curtinho. Me desapegar de “Bonsai” e começar um outro livro foi um processo mais demorado. Alguma coisa nele me fez sentir que não teria mais muita paciência para romances cheios de embromações e firulas.

Em “A Vida Privada das Árvores”, a história gira novamente em torno de um relacionamento amoroso. Júlian espera por Verônica e novamente Zambra deixa o objetivo claro: o livro termina quando Verônica voltar pra casa, ou quando Júlian tiver a certeza de que ela não irá mais voltar. Enquanto nada acontece, o autor esmiúça a vida de Júlian desde antes de Verônica, e nessa narrativa encontramos vários tipos de afeto. O afeto perdido, a tentativa de conquistar o afeto, o afeto entre padrasto e enteada. Quando terminei o livro, senti que deveria lê-lo de novo, o que foi realmente estranho, já que nunca me senti assim em relação a um livro. Normalmente é “eu gostei”, “eu não gostei”, mas com Zambra ficou a sensação de que eu não havia compreendido tudo o que tinha ali. Ou talvez seja a impressão de uma promessa não cumprida, é como se o livro terminasse antes de contar tudo o que deveria.

Acho que fiquei muito impressionada com “Bonsai” e um pouco decepcionada com “A Vida Privada das Árvores”. Apesar de que no fundo, sinto que esse é um sentimento injusto. Por isso não descarto o livro (“A Vida Privada das Árvores”), de forma alguma, acho mesmo que preciso lê-lo novamente. Uma tarde e isso basta.

E se me resta alguma coisa para dizer, eu digo: Leia Alejandro Zambra. Se você está cansado de grandes livros, se busca algo diferente, se está começando agora no mundo dos livros e quer algo simples ou só porque é domingo à tarde e está chovendo. Zambra conta histórias de amores reais que, caso não tenham acontecido com você, podem estar bem aí, do seu lado.

Onde Comprar:
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