Top 5 – filmes de Janeiro

Estou decidida a fazer de 2017 um ano dedicado aos filmes e Janeiro começou bem, deixei um pouco de lado as séries e estou investindo meu tempo em colocar em dia a imensa lista dos filmes que quero assistir. E acredite, existem alguns muito mais antigos do que aqueles que figuram nesta singela lista de janeiro.

Aqui estão listados os 5 melhores filmes que assisti neste primeiro mês do ano, com um pouco de atraso é claro, aproveito e deixo abaixo a lista completa de todos os filmes assistidos para quem tiver interesse.

5 – Shame (2011)

Brandon é um homem apático de 30 e poucos anos, bem-sucedido e solitário, que não pensa em manter um relacionamento com ninguém. Sua vida se resume à busca do prazer sexual. Porém, sua rotina muda com a chegada da irmã Sissy.

Se você é alguém que fica “chocado” com facilidade, aviso: nos primeiros minutos esse filme já tem nu frontal masculino 🙂 Apesar do tema e das inúmeras cenas de nudez, Shame é um dos filmes menos eróticos que já assisti, porque não trata sexo como algo prazeroso ou vulgar, mas orgânico e mostra os problemas que o protagonista enfrenta no seu dia a dia para levar a diante seu vício/doença. A história também mostra como a sociedade encara as diferentes atitudes relacionadas ao sexo: Brandon viciado em pornografia e incapaz de se conectar amorosamente com outra pessoa é visto como um tipo estranho de pervertido, mas o chefe casado que sai a noite atrás de sexo com outras mulheres é visto como um homem normal e saudável. O relacionamento entre Brandon e Sissy (a irmã) as vezes beira a linha do sexual, o que faz surgir a questão: será que algo aconteceu entre eles ou é o comportamento do Brandon em outros momentos que faz com que vejamos coisas onde não existam? No fim, Shame te conta uma história, mas não te mostra motivos para que ela chegue até onde foi. É muito mais um oportunidade para refletir, do que um roteiro com início, meio e fim.

Trailer – Shame

Nota: 4 / 5


4 – Moonlight (2016)

Um dos indicados ao Oscar de Melhor Filme (2017), Moonlight conta a história de Chiron (Black), um jovem negro da periferia de Miami que trilha uma jornada de autoconhecimento e solidão, enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas. Dividido em 3 partes: infância, adolescência e vida adulta, o jovem calado descobre aos poucos sua sexualidade, encontrando ainda na infância amor nos lugares e pessoas mais inesperadas.

Moonlight vai além quando mostra personagens, que poderiam ser tão caricatos, de forma humana, destaque para Mahershala Ali (indicado ao Oscar de ator coadjuvante por esse papel), que vive o traficante Juan, em quem o pequeno Chiron encontra algum apoio. Não espere uma história feliz, Moonlight é uma narrativa dolorosa de como as poucas oportunidades e o preconceito podem moldar o futuro de uma criança, tão real que incomoda e por isso, provavelmente não irá agradar a todos.

Trailer – Moonlight

Nota: 4 / 5

3 – Blue Jasmine (2013)

Cate Blanchett está simplesmente MARAVILHOSA nesse filme! Ela dá vida a Jasmine, uma socialite de Nova York, emocionalmente perturbada após a ruína do seu casamento com um rico empresário. Deixando a vida luxuosa, ela passa a morar com sua irmã em São Francisco. O relacionamento entre as duas é baseado em altos e baixos. Jasmine acha que Ginger não possui a mesma elegância e requinte dela, por isso, não se sente confortável na presença da irmã.

Através da mente perturbada (ou traumatizada?) de Jasmine acompanhamos sua reintegração a uma sociedade que ela jurava ter deixado no passado, enquanto acompanhamos, através de flashbacks, os desdobramentos que a trouxeram até aqui. Com muitos monólogos, Jasmine faz a atenção do espectador viajar entre a compaixão por sua situação até a descrença por sua falta de caráter. Acho que você deveria assistir esse filme, nem que seja só pra achar Cate Blanchett maravilhosa. 

Trailer – Blue Jasmine

Nota: 4 / 5

2 – Clube de Compras Dallas (2014)

Um dos meus filmes preferidos de janeiro, sem dúvidas! Clube de Compras Dallas conquistou o Oscar de Melhor filme em 2014, e ainda levou os prêmios de Melhor ator (Matthew McConaughey) e melhor ator coadjuvante (Jared Leto).

Baseado em uma história real, o filme conta a história de Ron (Matthew McConaughey), um homem heterossexual diagnosticado com AIDS em 1986, um dos períodos mais obscuros da doença. Ron precisa lidar com o preconceito, já que na época a doença era ligada apenas a pessoas homossexuais, e a falta de tratamento, os médicos lhe deram apenas 30 dias de vida.

Numa luta pessoal para sobreviver, Ron passa a contrabandear drogas do México e inicia o “Clube de Compras Dallas”, onde pacientes com diagnóstico da doença pagavam uma mensalidade para ter acesso aos medicamentos. Ele inicia então uma “guerra” com o governo e a indústria farmacêutica americana que não reconhece as drogas que ele comercializa. Uma história incrível de superação, não apenas física, mas de ideias e preconceitos, já que Ron encontra apoio e uma grande amizade em Rayon, uma travesti vivida por Jared Leto.

Não tenho nem como explicar o quanto achei esse filme incrível, Matthew McConaughey está quase irreconhecível, e sem dúvidas vai te emocionar ao viver o cáuboi Ron Woodroof. Baseado em uma história real, só de ver o trailer já me enche os olhos de lágrimas novamente.

Trailer – Clube de Compras Dallas

Nota: 4,5 / 5

1 – La la land (2016)

La la Land é isso tudo mesmo? É sim! E olha que não gosto de musicais (perdão). Mas de alguma forma os encontros e desencontros de Sebastian e Mia acabam te conquistando.

A verdade é que esse filme tem tudo: tem gente bonita, tem cantoria, tem felicidade, tem tristeza, tem casal feliz, tem brigas, tem cenários lindos e muitas referências ao universo de Hollywood, então ache você ou não isso tudo, ele provavelmente irá levar o Oscar de melhor filme neste ano. Leve e divertido, La la land ainda faz um retrato fiel da vida, meio que como ela é, e de uma forma ou de outra, você pode adaptá-lo para sua realidade, acho que é isso que vem fazendo com que, cada vez mais, as pessoas se apaixonem por esse história, sem dúvidas é o que fez com que eu me rendesse um pouco aos musicais.

E sim, as músicas são lindas e o melhor: não são gratuitas, elas completam a história de forma que nenhum diálogo faria, mas ainda acho meio louco cantar e sapatear no meio de um conversa.

Trailer – La la land

Nota: 5 / 5

Outros filmes de Janeiro:

  • Capitão Philipis – Nota: 4 / 5
  • Passenger – Nota: 2 / 5  (Resenha aqui)
  • A Chegada – Nota: 3,5 / 5
  • Superbad – Nota: 3 / 5
  • Sully – Nota: 4 / 5

 

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  1. […] de premiação. Em um post anterior comentei a respeito de Moonlight e La La Land, você pode ler sobre eles aqui, agora aproveito esse climão pós-oscar para deixar minhas impressões sobre os outros […]

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